Os dois homens presos em flagrante pelo latrocínio do soldado da Base Aérea de Anápolis devem passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (5), em Anápolis, Goiás. Eles são acusados de roubar e matar o militar Davi Rodrigues Pereira, de 23 anos, esfaqueado ao reagir a um assalto em uma padaria do distrito de Souzânia, na noite de sábado (2).
Segundo a delegada plantonista Emilli Priscilla Bailoni, os dois serão apresentados à Justiça, que decidirá se a prisão em flagrante será mantida, convertida em preventiva ou relaxada.
Davi estava com o pai na padaria quando os dois suspeitos chegaram de carro e um deles anunciou o assalto. Ao tentarem impedir a ação, pai e filho foram esfaqueados pelo criminoso. Ambos foram socorridos ao Hospital de Urgências de Anápolis (Heana), onde o soldado passou por cirurgia, mas não resistiu. Seu pai sobreviveu e estava consciente ao ser atendido.
A Força Aérea Brasileira emitiu nota lamentando o ocorrido e informou estar prestando apoio à família do militar.
Após o ataque, os dois homens fugiram de carro, mas foram perseguidos por populares que presenciaram o crime. Durante a perseguição, um dos suspeitos foi baleado. Ele conseguiu fugir a pé, mas foi localizado horas depois pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE), já na zona rural do município.
O segundo suspeito foi retirado do veículo por moradores e detido até a chegada da Polícia Militar. Segundo a delegada, o homem afirmou que “não sabia que o amigo iria cometer um assalto”, alegação que ainda será investigada.
O suspeito baleado permanece hospitalizado sob custódia da Polícia Penal no Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo. Já o outro foi encaminhado ao Presídio de Anápolis, onde aguarda a audiência de custódia. Até o momento, nenhuma das testemunhas do caso foi ouvida formalmente pela Polícia Civil.
Ambos devem responder por latrocínio, crime que combina roubo com morte, e que tem pena prevista de até 30 anos de reclusão.