A Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Anápolis permanece sem titular após nova recusa a um convite feito pelo prefeito Márcio Corrêa (PL). A jornalista e consultora estratégica Patrícia Kotlinski, ex-assessora de imprensa da ex-senadora Ana Amélia Lemos (PSD-RS) e com ampla trajetória em Brasília, no Governo do Rio Grande do Sul e no setor privado internacional, foi sondada para o cargo, mas optou por não aceitar a proposta.
Segundo apuração do jornalista Victor Santos, a justificativa dada pela própria Patrícia à recusa foi de que há “divergências de metodologias” entre ela e o que é usual em Anápolis, e que isso tornaria o trabalho incompatível com sua forma de atuação.
A avaliação, ainda de acordo com a fonte ouvida pelo jornalista, ocorreu na fase inicial de diálogo, antes de qualquer tratativa formal. A percepção de incompatibilidade com o modelo de atuação político-comunicacional local teria sido determinante para a desistência.
Com experiência consolidada em relações intergovernamentais, comunicação institucional e articulação diplomática, Patrícia Kotlinski ocupou cargos como:
Executiva da Casa Civil do Governo do RS, em Brasília;
Diretora-Geral e Secretária Adjunta de Relações Federativas e Internacionais;
Ex-assessora de imprensa da ex-senadora Ana Amélia Lemos (PSD-RS);
Coordenadora e assessora especial da marca Roberto Cavalli, na Itália.
Patrícia também atua como consultora estratégica. Possui especialização em Design Estratégico (IED Brasil) e formação como tecnóloga em Moda (IESB). Atualmente, cursa pós-graduação em Future Thinking pela PUC-PR, voltada a tendências globais, inovação e liderança contemporânea.
Seu perfil combina visão estratégica, experiência internacional e conhecimento técnico em inovação, inteligência artificial, liderança e comunicação pública.
Essa não é a primeira vez que profissionais recusam trabalhar com o prefeito Márcio Corrêa alegando diferenças de abordagem. Em maio, após o escândalo da Operação Máscara Digital, o gestor chegou a ir pessoalmente ao Rio de Janeiro para tentar contratar o consultor Tiago Caetano Alves Ramos, conhecido como Tiago Caetano Flanko, para prestar apoio estratégico à gestão.
Assim como Patrícia, Tiago também recusou a proposta, sob a mesma justificativa de "divergências metodológicas". A recusa do especialista, que possui trajetória no setor de inovação pública e reputação digital, foi considerada um revés político relevante na época, em meio à crise provocada pela operação.
A Secretaria de Comunicação (Secom), responsável por coordenar a imagem do governo, campanhas institucionais e a articulação com a imprensa, permanece sem titular desde o início da atual gestão. Em outras buscas, cotado para assumir a pasta, Richelson Xavier perdeu força após enfrentar resistência interna.
A ausência de um nome consolidado à frente da pasta compromete o planejamento de longo prazo e a execução das estratégias de comunicação da Prefeitura. A Secom está vaga desde a saída de Luiz Gustavo Rocha, exonerado após se tornar alvo da Operação Máscara Digital. Márcio Corrêa também é investigado no caso.