Karina Sampaio da Silva, de 35 anos, caiu durante um salto de paraquedas no final da tarde de domingo (17), no bairro Vila Formosa, em Anápolis. A atleta, que é aluna em formação na Skydive Cerrado, perdeu a consciência ainda no ar, mas foi rapidamente socorrida pela equipe da empresa. Nesta segunda-feira (18), o diretor responsável pelo clube de paraquedismo falou sobre o caso e destacou que os protocolos de segurança funcionaram como previsto.
Segundo o gestor da Skydive Cerrado, Karina sofreu uma intercorrência logo após sair do avião, o que provocou a perda de consciência em pleno voo. O piloto da aeronave, ao notar o problema, acionou imediatamente a equipe de solo, que conseguiu localizar e alcançar a atleta em menos de um minuto após a queda.
A paraquedista foi socorrida por uma ambulância UTI da própria empresa e encaminhada ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana). No hospital, exames descartaram fraturas graves, mas identificaram uma fratura em uma vértebra lombar, sem risco ao canal medular e sem necessidade de cirurgia.
“De uma forma geral, ela está bem. O prognóstico é bom e acreditamos que estamos caminhando para um final feliz”, declarou o diretor da Skydive Cerrado.
O dirigente afirmou que este foi o primeiro acidente registrado pela empresa em duas décadas de atuação. Segundo ele, a Skydive Cerrado opera com rígidos protocolos de segurança, incluindo a presença de UTI móvel e equipamentos com sistemas automáticos de abertura de paraquedas.
“Os paraquedas que usamos contam com tecnologia de ponta, que garante a abertura mesmo em situações de perda de consciência. Esse dispositivo fez toda a diferença nesse acidente”, explicou.
Vídeos feitos por moradores da região mostram Karina descendo em rotação, mesmo com o equipamento aberto, antes de atingir o solo. A cena causou preocupação entre vizinhos, que acionaram o socorro ao ver a queda.
A empresa também se comprometeu a oferecer suporte completo à atleta e sua família, além de revisar seus procedimentos internos para evitar novas ocorrências.
“Nossa missão agora é dar todo suporte à Karina e à família, além de revisar os procedimentos para que situações como essa não se repitam”, concluiu o diretor.
Karina, que aparentemente reside no Distrito Federal, permanece internada no Heana, onde segue em observação, com quadro clínico estável.