Luz cortada, prédios fechados e servidores liberados. O fornecimento de energia elétrica foi suspenso no Centro Administrativo Adhemar Santillo, sede da Prefeitura de Anápolis, na tarde desta quinta-feira (21), por falta de pagamento. A interrupção também atingiu a Escola de Artes Oswaldo Verano e a Galeria Antônio Sibasolly, ambos no Centro da cidade. Segundo a Equatorial Energia, responsável pelo serviço, a medida foi tomada após o vencimento de um débito de mais de R$ 400 mil, que havia sido comunicado à administração no dia 5 de agosto.
A Prefeitura não quitou integralmente o valor dentro do prazo de 15 dias estipulado pela concessionária, conforme estabelece a resolução 1.000/2024 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a suspensão realizada por volta das 12h, os servidores do Centro Administrativo foram dispensados do trabalho no período vespertino.
Após o corte, a gestão municipal efetuou o pagamento dos R$ 34.739,98 restantes, referentes às três unidades afetadas. A religação da energia foi realizada ainda durante a tarde.
O episódio evidencia um cenário mais amplo de dificuldades financeiras enfrentadas pela Prefeitura de Anápolis. Além das contas de energia, há relatos de atrasos no pagamento a fornecedores, como os dos restaurantes populares, que ficaram três meses sem receber e só tiveram um mês quitado recentemente.
Outros setores também enfrentam atrasos, incluindo bolsas de incentivo à cultura e ao esporte, além de contratos com empreiteiras.
Em entrevista nesta semana, o prefeito Márcio Corrêa (PL) afirmou que “se tem atraso, é porque não tem recurso”, mas também declarou que a administração tem feito os pagamentos “em dia”. A fala gerou críticas por parte de servidores e da população diante dos fatos recentes.
A Equatorial, por sua vez, informou que seguiu todos os protocolos legais e que a suspensão do fornecimento foi feita em conformidade com as regras da Aneel, com notificação prévia enviada no início de agosto.