Uma força-tarefa envolvendo a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e órgãos da prefeitura foi ativada na madrugada desta quarta-feira (27), em Anápolis, após uma preocupante sequência de furtos de fios e cabos de iluminação em praças e parques públicos da cidade. Somente no último mês, 12 espaços públicos foram alvo dos criminosos, provocando prejuízos financeiros e afetando diretamente a segurança da população.
A terceira fase da Operação Sucata teve como estopim a prisão em flagrante de duas pessoas no feirão do Bairro de Lourdes, após a subtração de materiais elétricos. De acordo com a investigação, os cabos seriam revendidos a empresas de reciclagem, algumas delas suspeitas de atuarem de forma clandestina, e que agora estão sob investigação por supostamente fomentar esse tipo de crime.
Durante a ação, a reportagem acompanhou uma das fiscalizações, que resultou na interdição de um imóvel utilizado como depósito de recicláveis. O local apresentava condições insalubres e armazenava uma grande quantidade de materiais diversos, o que levantou suspeitas sobre a origem dos itens.
Segundo as forças de segurança, o comércio irregular de metais tem alimentado uma cadeia criminosa que envolve receptação, furto e até financiamento do tráfico de drogas, criando um ciclo que impacta diretamente a população.
Em entrevista à Rádio São Francisco FM, o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, destacou a atuação conjunta do Executivo com as forças de segurança.
“A gente, no início da gestão, fez uma força-tarefa para iluminar a cidade e dar mais tranquilidade à população. Mas infelizmente, marginais têm furtado os fios de espaços públicos para vender em empresas clandestinas ou não de reciclagem. Isso fomenta o crime, o tráfico de drogas, trazendo prejuízos imensuráveis para o município e para o contribuinte, que é quem paga essa conta”, declarou o prefeito ao jornalista Jonathan Cavalcante.
Com o avanço das investigações, as autoridades prometem intensificar as fiscalizações em ferros-velhos e empresas de reciclagem, especialmente aquelas sem alvará ou com histórico de irregularidades.