O júri popular de Edney Pereira dos Santos, acusado de matar a ex-esposa Regiane Pires da Silva em março de 2024, em Anápolis, foi adiado para o dia 15 de setembro. A decisão provocou indignação e revolta por parte da família da vítima, que considera o adiamento uma “manobra da defesa”.
A sessão, marcada inicialmente para esta quarta-feira (10), foi remarcada para a próxima segunda-feira (15), às 08h30, após o deferimento de um mandado de segurança apresentado pela defesa do réu. O motivo foi um atestado médico, sem que fosse especificado a quem ele pertencia.
Para os familiares de Regiane, o adiamento representa um novo trauma. A irmã da vítima, Meiriele da Silva, desabafou ao Portal 6:
"Sentimento de muita indignação, muita injustiça. Nossos familiares, amigos, vieram de outra cidade, inclusive de outros estados. Todo um transtorno, mas não vamos desistir."
Além da frustração, a família relata o desgaste emocional e financeiro causado pela mudança na data. Como forma de protesto, foi marcada uma carreata para o próximo sábado, 13 de setembro, às 10h, saindo da loja onde ocorreu o crime, a SS Stilo Peças, na Avenida São Francisco.
O crime aconteceu em 28 de março de 2024, por volta das 13h. Edney, que já estava sob medida protetiva, invadiu a loja da ex-esposa, dirigiu-se ao escritório onde ela trabalhava e, após uma discussão e um tapa no rosto, efetuou três disparos fatais a curta distância.
Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança. Após o crime, ele fugiu com ajuda do irmão e foi capturado dias depois em Araguaçu, no interior do Tocantins.