Anápolis Raio X de Anápolis
Anápolis completou 119 anos com destaque para as mulheres, evangélicos e educação
Um Raio “X” da cidade que vive um inchaço populacional e recebe pessoas de todo o país e do exterior
03/08/2026 16h24 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Anápolis-GO. Foto: Divulgação redes sociais

Mais do que indicar quantos moradores vivem em Anápolis-GO, a 50km de Goiânia, o Censo de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relizou um Raio X da cidade e permite entender quem são essas pessoas. As informações mostram como é formada a população anapolina a partir de aspectos como sexo, idade, cor ou raça, religião e escolaridade.

Anápolis completou 119 anos, no último dia 31 de julho, consolidada como um dos principais polos econômicos do Centro-Oeste. A cidade é reconhecida pela força do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), pela localização estratégica entre Goiânia e Brasília e pelo protagonismo logístico, a cidade também chama atenção pela transformação do seu perfil demográfico.

Em 2022, Anápolis registrava 398.869 habitantes, consolidando-se como o terceiro município mais populoso de Goiás. Desde então, a estimativa do IBGE aponta que a cidade já ultrapassou a marca de 420 mil moradores, resultado da alta atração de pessoas em busca de oportunidades de trabalho, estudo e qualidade de vida.

Maior parte da população está na idade ativa - 20 a 34 anos

 Anápolis mantém uma população relativamente jovem. A idade mediana dos moradores é de 33 anos. Isso significa que metade da população possui menos de 33 anos e a outra metade está acima dessa idade. As maiores concentrações de habitantes estão justamente nas faixas entre 20 e 34 anos, período considerado economicamente mais ativo da população. O dado ajuda a explicar a elevada demanda por empregos, universidades, transporte público, habitação e serviços urbanos. Ao mesmo tempo, o envelhecimento populacional já começa a aparecer, seguindo uma tendência nacional observada nas últimas décadas.

Em Anápolis -  mulheres são maioria

As mulheres representam a maior parcela da população anapolina, o mesmo ocorre na maior parte dos municípios brasileiros. Segundo o Censo, eram 205.501 mulheres, o equivalente a 51,5% dos moradores. Já os homens somavam 193.368 pessoas, correspondendo a 48,5% da população. Na prática, havia 12.133 mulheres a mais do que homens vivendo na cidade quando a pesquisa foi realizada. A diferença acompanha uma tendência observada em todo o país, influenciada principalmente pela maior expectativa de vida feminina. Uma cidade de jovens adultos

Católicos lideram, mas avanço evangélico se destaca em Anápolis-GO

 A religião continua exercendo forte influência sobre o perfil da cidade. Entre os moradores com 10 anos ou mais, o catolicismo permanece como a principal religião declarada. São 173.433 católicos, número equivalente a 50,3% da população pesquisada. Os evangélicos aparecem logo atrás, reunindo 133.479 pessoas, ou 38,7% dos moradores.

Escolaridade supera média do país

Considerada uma evolução significativa, entre os moradores com 18 anos ou mais, 115.826 pessoas concluíram o ensino médio, mas ainda não possuem diploma universitário. Outros 61.862 adultos já concluíram o ensino superior. Somados, os dois grupos representam 177.688 moradores, o equivalente a 58,9% da população adulta, indicando que quase seis em cada dez anapolinos concluíram pelo menos o ensino médio. Na outra ponta, 79.832 pessoas ainda não possuíam instrução ou não haviam concluído o ensino fundamental. Já 44.371 moradores terminaram o ensino fundamental, mas ainda não concluíram o ensino médio.

O ensino superior também coloca Anápolis em posição de destaque. Enquanto 20,5% dos adultos da cidade possuem graduação completa, a média nacional é de 16,8%, segundo o próprio IBGE. Alfabetização alcança mais de 96% Outro indicador que demonstra o avanço educacional é a alfabetização. O levantamento identificou 306.615 moradores alfabetizados com 15 anos ou mais, o equivalente a 96,2% dessa população. Outras 12.092 pessoas ainda não sabiam ler e escrever.

Alerta ligado para o analfabetismo

Embora alguns índices sejam elevados positivamente, outros também reforçam que o analfabetismo continua sendo um desafio para milhares de moradores. Cerca de 20% ou quase 80 mil pessoas que não concluiram o ensino fundamental, podem ser consideradas analfabetas funcionais. Como a educação básica é responsabilidade do município, evidencia uma fraqueza da educação municipal. sendo urgente a criação de projetos locais e adesão a projetos nacionais de alfabetização de jovens adultos, de modo que os números do futuro mostrem uma melhora nesse índice.