Durante a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2025, realizada na Câmara Municipal nesta sexta-feira (27), foi revelado que a dívida de Anápolis com operações de crédito aumentou 813% durante a gestão do ex-prefeito Roberto Naves (Republicanos). O dado integra o Relatório de Gestão Fiscal apresentado pelo Executivo, que detalha a situação financeira do município.
A maior parte do endividamento, atualmente estimado em R$ 1,7 bilhão, foi contraída para financiar o programa Anápolis Investe. O plano, no entanto, deixou uma série de obras inacabadas, como a ponte estaiada, que ainda requer R$ 90 milhões para ser concluída.
Segundo a apresentação feita pelo então secretário de Economia e Planejamento, Alex Schweigert, a prefeitura tem desembolsado aproximadamente R$ 17 milhões por mês apenas com o pagamento de juros das dívidas. Diante desse cenário, o atual prefeito, Márcio Corrêa (PL), decidiu priorizar obras consideradas essenciais — como a reforma de escolas e a construção do viaduto no Recanto do Sol — utilizando recursos próprios, sem contrair novos empréstimos.
A mudança de estratégia reflete a preocupação com o equilíbrio fiscal e a sustentabilidade das contas públicas, especialmente após o expressivo aumento do endividamento registrado entre os anos anteriores e 2025.