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Anápolis recebe Junta Médica do Detran para PCD e elimina necessidade de viagem a Goiânia
Nova estrutura atende diretamente moradores da cidade e traz exames técnicos quinzenais, uso de veículos adaptados e promessa de ampliar acesso gratuito à CNH
07/07/2025 11h34 Atualizada há 1 ano
Por: Victor Santos
A expectativa do Detran-GO é que o modelo adotado em Anápolis sirva de referência para outros municípios estratégicos, como Rio Verde, Catalão e Luziânia (Foto: Reprodução/ Guia de Rodas)

A implantação da Junta Médica Especial do Detran-GO em Anápolis representa um avanço significativo para a população com deficiência física da cidade. O novo serviço descentraliza a avaliação médica obrigatória para obtenção ou adaptação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no modelo PCD, eliminando a necessidade de deslocamento para outros municípios, como Goiânia.

O impacto prático da mudança foi ressaltado por Abigail, moradora com deficiência física, que relembrou as dificuldades enfrentadas anteriormente.

“A nossa ida para Goiânia é muito sofrida. Eu mesmo, em 2020, saí daqui 5h da manhã, cheguei em Anápolis às 3h da tarde, com fome, com sede, com dor. Isso, para mim, foi muito difícil”, relatou. “Agora, com esse serviço aqui, é louvável.”

A nova Junta Médica está instalada na sede do Campstran, no Jardim Ana Paula, e já conta com equipe médica e psicológica especializada. Para o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir, a medida vai além da eficiência administrativa:

“Estamos dando um choque de gestão. Vejo isso como humanidade, cortesia, carinho e respeito com as pessoas PCD.”

Exames práticos a cada 15 dias e mais inclusão

 

Atendimentos começaram em 2 de julho; a medida marca o início da interiorização do serviço de avaliação física e mental de pessoas com deficiência (Foto: Alexandre Simonini)

 

Com a nova estrutura, Anápolis também passou a aplicar os exames práticos da Junta Técnica a cada 15 dias, no Bairro Maracanã. Outra inovação é a permissão para que os candidatos utilizem seus próprios veículos adaptados nos testes, reduzindo os custos com aluguel de carros especializados — fator especialmente relevante para pessoas com menor renda.

“É absurdo uma CNH custar entre R$ 2.500 e R$ 5.000. É um documento de inclusão no mercado. A CNH deveria ter custo zero, principalmente para os mais carentes”, defendeu Delegado Waldir, que articula com o governo federal formas de ampliar o acesso gratuito ao documento.

A expectativa do Detran-GO é que o modelo adotado em Anápolis sirva de referência para outros municípios estratégicos, como Rio Verde, Catalão e Luziânia, ampliando o acesso e a autonomia das pessoas com deficiência em todo o estado.