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Preciso pagar INSS enquanto recebo auxílio-doença?

Após atualizações de leis relacionadas à previdência, muitos têm buscado ajuda com essa dúvida - Descubra agora com a orientação do nosso colunista Eduardo Milke

25/08/2025 11h05 Atualizada há 7 meses
Por: Redação Fonte: Dr. Eduardo Milke*
Preciso pagar INSS enquanto recebo auxílio-doença?

Uma dúvida muito comum entre os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é se é necessário continuar pagando contribuições durante o período em que estão recebendo o auxílio-doença, atualmente denominado benefício por incapacidade temporária. Esse benefício é destinado ao trabalhador que, em razão de doença ou acidente, encontra-se temporariamente incapaz de exercer sua atividade profissional.

Em muitos casos, o afastamento do trabalho já gera uma preocupação financeira e, somado a isso, surge a insegurança: será que preciso pagar o carnê do INSS mesmo estando afastado e recebendo o benefício?

A resposta é simples: não, você não precisa pagar.

Por que não é necessário contribuir durante o auxílio-doença?

A legislação previdenciária estabelece que o período em que o segurado recebe o auxílio-doença conta como tempo de contribuição. Ou seja, mesmo sem recolher mensalmente, esse tempo será computado pelo INSS como se a pessoa estivesse trabalhando e contribuindo normalmente.

Essa regra existe porque, durante o recebimento do benefício, o segurado já está protegido pelo sistema previdenciário, mantendo sua qualidade de segurado e garantindo que não haja prejuízo em futuros benefícios, como aposentadoria ou pensão.

Portanto, não há necessidade de recolher o carnê durante esse período.

E se eu decidir pagar mesmo assim?

Alguns segurados pensam que continuar pagando pode "aumentar" sua aposentadoria. Porém, na prática, isso não gera vantagem. O tempo já está sendo contado automaticamente, e qualquer contribuição extra nesse período pode até gerar inconsistências no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

A orientação correta é aguardar o fim do benefício e, somente após retornar ao trabalho ou retomar a atividade como contribuinte individual/facultativo, voltar a contribuir normalmente.

Importância da orientação profissional

Cada caso previdenciário tem suas particularidades. Pessoas que alternam períodos de trabalho, afastamento e contribuição precisam ter cuidado para não gerar lacunas no histórico previdenciário. Por isso, contar com orientação especializada é essencial para garantir que todos os direitos sejam preservados.

O advogado alerta ainda que em caso de dúvidas, não deixa de procurar um advogado previdenciário para não perder dinheiro, nem ter problemas com o governo.  Ele se disponibilizou para tirar dúvidas dos leitores do Via Goiás através do  WhatsApp  62 98111-0730 ou direto no link  wa.me/+55626981110730 . O advogado informa que em seu instagram ele tira diversas duvidas de seguidores, basta seguir e conferir @edmilke] Clicando aqui)

Eduardo Milke atua como advogado na área previdenciária há cerca de 20 anos. Já foi presidente do Instituto de Seguridade Social dos Servidores Municipais de Anápolis (ISSA) e diretor jurídico da Agoprev. Atualmente, é mestrando em Ciências Jurídicas e Ética Cristã na Ivy Enber Christian University.

  ■ WhatsApp: (62) 98111-0730 
■ Instagram e TikTok: @edmilke

 

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