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Anápolis Risco de Paralização

Transporte coletivo de Anápolis pode parar por falta de assinatura em acordo

SITTRA notifica autoridades e pressiona por assinatura de acordo coletivo

29/07/2025 às 16h28 Atualizada em 29/07/2025 às 17h18
Por: Victor Santos
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Rodoviários de Anápolis cobram assinatura de acordo coletivo e alertam para nova paralisação após movimento realizado em 30 de junho (Foto: Victor Santos)
Rodoviários de Anápolis cobram assinatura de acordo coletivo e alertam para nova paralisação após movimento realizado em 30 de junho (Foto: Victor Santos)

Impasse entre a empresa Urban Mobilidade Urbana e a Prefeitura de Anápolis pode levar à paralisação do transporte público na cidade, caso o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que estabelece o reajuste dos trabalhadores, não seja assinado. A cobrança foi feita nesta segunda-feira (28) pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Anápolis (SITTRA), que alertou para a possibilidade de greve caso os compromissos não sejam oficializados.

A formalização do acordo, negociado e firmado judicialmente em audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO), depende da assinatura da Urban, que até o momento não formalizou o compromisso. Segundo o SITTRA, a empresa alega que aguarda repasse financeiro da Prefeitura para viabilizar o reajuste.

Esse condicionamento está descrito na ata da audiência, onde consta que:

“A empresa suscitante ressalva que fica expressamente condicionado que a efetivação dos pagamentos observará os prazos ajustados e o Município viabilizará a definição da tarifa técnica de remuneração e a sua realização para fazer frente às obrigações.”

Ainda de acordo com o sindicato, a proposta de repasse da Prefeitura sequer foi apreciada pela Câmara Municipal, o que mantém o processo travado e gera insegurança jurídica entre os trabalhadores.

“Há um acordo firmado judicialmente, mas nenhuma garantia prática de que ele será cumprido. A empresa diz que depende da Prefeitura. Enquanto isso, os trabalhadores seguem sem respaldo e sob risco de não receberem o reajuste”, afirmou o presidente do SITTRA, Adair Rodrigues O Arrojado.

O que foi definido em ATA no Tribunal

Na ATA da audiência no dia 4 de julho no TRT-GO, com a presença da Prefeitura e da Urban. Entre os principais pontos acordados estão:

  • Reajuste salarial de 5,2%;

  • Aumento de 6% no tíquete alimentação;

  • Reajuste de 10% no desjejum, com inclusão dos trabalhadores da manutenção;

  • Aumento de R$ 30,00 no valor do troco transportado, totalizando R$ 100,00;

  • Pagamento fixo de R$ 141,76 para motoristas que atuam também como cobradores;

  • Criação de rota/manobra para atender trabalhadores em horários especiais;

  • Bônus de R$ 1.000,00 no tíquete de férias, com início em 1º de junho.

Os valores retroagem à data-base de junho de 2025 e devem ser pagos até o 5º dia útil de setembro, conforme estabelecido em ata. O sindicato afirma que, caso o reajuste não conste na folha de agosto, haverá paralisação dos serviços.

Notificações e mobilização

Com o risco iminente de greve, o SITTRA notificou os principais atores políticos e econômicos de Anápolis. Entre os órgãos e entidades comunicados estão:

  • Câmara Municipal de Anápolis;

  • Prefeitura Municipal de Anápolis;

  • Agência Reguladora Municipal (ARM);

  • Empresa Urban;

  • Sindicatos laborais e patronais;

  • Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA);

  • Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL);

  • 4º Batalhão da Polícia Militar de Goiás.

Segundo o presidente do sindicato, a entidade permanecerá mobilizada e pronta para agir caso o que consta em ATA da audiência não seja cumprido dentro do prazo.

“Esperamos o cumprimento do que foi definido em ATA no tribunal”, concluiu Adair Rodrigues.

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