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Economia FIM DOS SHOPPINGS?

Os shoppings brasileiros perdem força e Goiás ainda sonolento busca espaço na nova economia digital

Crescimento de plataformas como TikTok Shop, Shopee e marketplaces acelera mudança no comportamento do consumidor brasileiro

22/06/2026 às 10h13 Atualizada em 22/06/2026 às 13h23
Por: Redação
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Flamboyant Shopping - Principal de Goiânia tem sinais de grandes quedas nas vendas. Foto: Redes Sociais
Flamboyant Shopping - Principal de Goiânia tem sinais de grandes quedas nas vendas. Foto: Redes Sociais

"Não sei aonde vamos parar, daqui uns dias imagino que com a falta de entregadores e queda da qualidade da entrega, as vendas das plataformas digitais vão cair e nós das lojas físicas voltaremos a vender" afirmou desnorteado um micro-empresário de Anápolis-GO.

Essa ainda é a visão de muitos empresários, de pequeno, médio e grande porte em Goiás. Enquanto isso, os números indicam ainda tendência de crescimento de vendas na internet. 

As compras pela internet estão redefinindo o varejo brasileiro e reduzindo a dependência dos consumidores em relação aos shopping centers. Dados recentes do setor mostram que o comércio eletrônico segue ampliando sua participação nas vendas nacionais, impulsionado por fatores como praticidade, comparação de preços, entrega rápida e novas experiências de compra dentro das redes sociais.

O movimento tem provocado uma mudança estrutural no mercado. Enquanto o comércio digital registra expansão contínua, os shoppings enfrentam queda no fluxo de visitantes e buscam alternativas para manter sua relevância. A tendência já é observada em diversas regiões do país e começa a alterar o modelo tradicional de negócios do varejo.

Segundo levantamentos do setor de shopping centers, a circulação de consumidores em shopping centers apresentou retração nos últimos anos. Ao mesmo tempo, as vendas online cresceram em ritmo acelerado, consolidando uma nova dinâmica de consumo no Brasil.

Janderson Santos, empresário e treinador de empresários focado em estratégias para o aumento das vendas alerta que "esse é um caminho que não tem volta. Que o empresários precisa urgente ajustar seu negócio para ampliar os canais de vendas para não ficar de fora dessa nova realidade das vendas no mundo."

Janderson Santos, conhecido nacionalmente como Mago das Vendas, ele treina e mentora centenas de empresários pelo país. (Foto: divulgação)

 

O fenômeno TikTok Shop

Um dos principais exemplos dessa mudança é a rede social TikTok Shop, que em seu primeiro ano de operação no Brasil registrou crescimento de 102 vezes no volume médio diário de vendas. O número de criadores afiliados ativos também avançou de forma expressiva, impulsionando um modelo de compra baseado na descoberta de produtos por meio de vídeos, transmissões ao vivo e recomendações de influenciadores.

Pesquisas realizadas pela própria plataforma apontam que mais da metade dos consumidores que descobrem um produto no TikTok concluem a compra sem sair do aplicativo. O modelo reduz etapas da jornada de compra e aumenta o poder de conversão das recomendações digitais.

Print da live da Ypê no TikTok Shop - Marca fabricante de produtos de higiêne e limpeza. Imagem: Via Goiás

 

Janderson Santos acrescenta ainda que "as plataformas estão investindo pesado na logistica para terem uma entrega mais eficientes. E os consumidores preferem comprar de casa e receber em 2 ou 3 dias do que enfrentar trânsito, estacionamento. Hoje o consumidor preza por conveniência, isto é - comprar on line, e as empresas que não entenderam isso, ficarão pra trás.

Especialistas do setor avaliam que o crescimento do TikTok Shop representa uma das maiores mudanças recentes no comércio eletrônico brasileiro, especialmente em segmentos como moda, beleza, casa, decoração e utilidades domésticas.

Shopee e marketplaces ampliam domínio

A Shopee também segue entre os principais destinos de compra dos brasileiros. A plataforma consolidou uma base robusta de pequenos vendedores e ampliou sua presença em cidades do interior, oferecendo acesso facilitado a consumidores e empreendedores.

Além da Shopee, marketplaces como Mercado Livre e Amazon continuam ampliando investimentos em logística, centros de distribuição e programas de vendedores parceiros. O resultado é uma competição cada vez mais intensa pela atenção do consumidor brasileiro.

Nesse novo cenário, a venda deixou de depender exclusivamente de pontos físicos. Empresas que conseguem operar simultaneamente em marketplaces, redes sociais e canais próprios tendem a alcançar resultados mais consistentes.

Shoppings tentam se reinventar

A perda de protagonismo não significa o desaparecimento dos shopping centers. O setor tem investido na expansão de áreas gastronômicas, serviços, eventos e entretenimento para aumentar o fluxo de visitantes.

A estratégia busca transformar os empreendimentos em espaços de convivência e lazer, reduzindo a dependência das vendas tradicionais de lojas físicas.

Grandes varejistas também vêm revisando suas operações. Algumas empresas reduziram significativamente o número de unidades físicas nos últimos anos e passaram a concentrar esforços em lojas mais rentáveis, integradas às vendas online.

Goiás ainda corre atrás

Apesar do crescimento do comércio digital no país, Goiás ainda não aparece entre os principais polos nacionais de vendas online. Deiva Santos, Live Seller a 3 meses na plataforma TikTok Shop era gerente comercial de grandes marcas brasileiras, afirma que em 2 meses alcançou praticamente a mesma renda de quando trabalhava como gestora em regime CLT. Acrescenta ainda que quando abre uma live, cerca de 30% dos espectadores vem de São Paulo, na sequência Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina."  Finaliza. Para conhecer o perfil de Deiva e seu Marido no TikTok, Clique aqui. 

O mercado goiano possui vantagens competitivas importantes, como localização estratégica, forte agronegócio, expansão industrial e proximidade com os principais centros consumidores do país. No entanto, especialistas apontam que a participação de empresas goianas nos grandes marketplaces ainda é inferior ao potencial econômico do estado.

Enquanto regiões do Sul e Sudeste formaram ecossistemas completos de vendas digitais, logística, marketing e produção de conteúdo para e-commerce, Goiás ainda enfrenta desafios relacionados à profissionalização de vendedores, capacitação digital e expansão de operações voltadas ao comércio eletrônico.

A chegada de novas plataformas, como o TikTok Shop, pode representar uma oportunidade para empreendedores goianos ampliarem sua presença nacional sem a necessidade de grandes investimentos em estruturas físicas.

Mudança sem volta

Os números indicam que o consumidor brasileiro está cada vez mais conectado e disposto a comprar em ambientes digitais. O processo, acelerado pela pandemia e fortalecido pelas redes sociais, cria uma nova realidade para o varejo.

Nesse cenário, a disputa pela atenção do consumidor não acontece mais apenas nos corredores dos shoppings, mas principalmente nas telas dos celulares. E enquanto plataformas digitais acumulam crescimento recorde, estados que ainda não desenvolveram uma presença forte nesse mercado correm o risco de perder espaço em uma das áreas mais dinâmicas da economia brasileira.

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