
O prazo de 90 dias da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro está próximo do fim, e o Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nos próximos dias se ele permanecerá em casa ou retornará ao sistema penitenciário.
A medida foi autorizada em março pelo ministro Alexandre de Moraes após avaliação do estado de saúde do ex-presidente. A decisão contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e substituiu temporariamente o cumprimento da pena em unidade prisional.
Antes da concessão do benefício, Bolsonaro estava custodiado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele havia sido transferido para o local após permanecer na Superintendência da Polícia Federal desde janeiro de 2026.
A prisão está relacionada à condenação imposta pelo STF no processo que apurou a tentativa de golpe após as eleições de 2022. Na ação penal, o ex-presidente e outros investigados receberam penas que podem ultrapassar 27 anos de reclusão.
Com o encerramento do prazo da prisão domiciliar, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se a medida será prorrogada ou se Bolsonaro deverá retornar ao sistema prisional.
Os advogados do ex-presidente protocolaram pedido para realização de novos exames médicos. Segundo a defesa, houve agravamento das condições clínicas, incluindo um quadro de pneumonia broncoaspirativa.
O pedido também menciona problemas gastrointestinais, como esofagite, gastrite crônica e refluxo gastroesofágico, além de episódios recorrentes de soluços, sintomas que já haviam sido apresentados em manifestações anteriores à Justiça.
Paralelamente à discussão sobre a prisão domiciliar, um integrante da equipe de segurança de Bolsonaro passou a ser investigado após uma pistola calibre 9 mm ser apreendida durante uma abordagem policial.
De acordo com as informações do processo, a arma possuía registro regular, mas o responsável pelo transporte não apresentou a documentação exigida no momento da fiscalização. A defesa informou ao STF que o equipamento havia sido adaptado para ficar inoperante e estaria sendo levado para manutenção.
O desdobramento do caso é acompanhado de perto por lideranças políticas de Goiás, estado onde Bolsonaro mantém forte influência eleitoral e alianças com representantes do agronegócio e da direita conservadora. A decisão do STF pode gerar reflexos no cenário político nacional e nas articulações para as eleições de 2026, especialmente entre grupos que apoiam o ex-presidente na região Centro-Oeste.
No Programa Falando Sério, da Rádio Interativa FM, o comentarista semanal, ex-deputado fededral Delegado Waldir (União Brasil) analisando o histórico da família Bolsonaro, que vem perdendo força, afirmou "sei que vou apanhar muito, mas já defendo que o candidato na famíia seja Caiado e Michele Bolsonaro de vice".
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