
Os ônibus do transporte público de Anápolis foram totalmente paralisados na madrugada desta segunda-feira (30), quando trabalhadores da empresa Urban Mobilidade Urbana iniciaram uma greve espontânea nas garagens da companhia. A medida ocorre em meio a um impasse no pagamento dos salários com reajuste — a data-base da categoria é 1º de junho, e apesar de negociações já terem ocorrido, nenhum avanço concreto foi registrado — e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Município de Anápolis está atuando na mediação para tentar retomar o serviço.
A paralisação surpreendeu usuários e autoridades ao deixar toda a frota da Urban Mobilidade Urbana, completamente parada desde as primeiras horas da manhã. O protesto, liderado pelos próprios trabalhadores, foi iniciado diretamente nas garagens, pegando a população de surpresa.
A greve foi motivada pelo atraso no pagamento dos salários com reajuste previsto para 1º de junho. Embora algumas rodadas de negociação tenham ocorrido entre a empresa e o sindicato, não houve formalização de proposta. A falta de definição gerou insatisfação entre os funcionários. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Município de Anápolis está empenhado em intermediar a disputa, realizando reuniões emergenciais com representantes da Urban Mobilidade Urbana e da categoria.
Com a paralisação, Anápolis ficou sem nenhum ônibus circulando, afetando diretamente milhares de usuários que dependem do transporte coletivo para se deslocar ao trabalho, aos estudos e a outros compromissos. Moradores relataram grandes dificuldades para acessar meios alternativos de transporte, como táxis e aplicativos, que já apresentam aumento na demanda e nos preços.
O sindicato informou que pretende intensificar a mediação nas próximas horas, buscando a retomada das negociações e dos serviços. A Urban Mobilidade Urbana ainda não apresentou uma nova proposta, mas fontes ligadas à empresa indicam que uma oferta poderá ser formalizada assim que forem concluídos os estudos financeiros internos. A categoria afirma estar disposta a retomar o serviço imediatamente, caso haja avanço nas negociações.
A empresa divulgou nota oficial em que cobra providências da Prefeitura para viabilizar o reajuste salarial e critica a greve por não cumprir requisitos legais, como aviso prévio à população. Veja a nota na íntegra:
"Estamos buscando diálogo com o sindicato para que os serviços sejam restabelecidos.
A lei determina que qualquer reajuste salarial à categoria dependerá de providências prévias por parte da Prefeitura Municipal.
Desde o início do mês as notificações já foram enviadas pela empresa Urban tanto à prefeitura quanto ao sindicato.
Aguardamos as providências por parte da Administração Pública para buscar o avanço nas negociações. Esperamos que tudo se encaminhe da melhor maneira.
Ressaltamos que o exercício do direito de greve depende da observância dos requisitos legais, como garantia do serviço mínimo e aviso-prévio à população.
Assim, qualquer ato contrário à lei ensejará a adoção das medidas judiciais aplicáveis ao caso."
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