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Possível extinção da ARM em Anápolis é criticada por ex-presidente: “É calar a voz do cidadão”

Apesar das especulações sobre o encerramento das atividades, a ARM recebeu nesta quarta-feira (2) duas novas viaturas

02/07/2025 às 10h56 Atualizada em 02/07/2025 às 13h19
Por: Victor Santos
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A ARM está atualmente sob a presidência de Camila Cozac Leite (Foto: Divulgação/ Pref. Anápolis)
A ARM está atualmente sob a presidência de Camila Cozac Leite (Foto: Divulgação/ Pref. Anápolis)

A possível extinção da Agência Reguladora Municipal de Anápolis (ARM) tem gerado preocupação na população. Em entrevista ao portal Via Goiás, o ex-presidente da autarquia, Robson Torres,  alertou que caso o fechamento se confirme, classificou a medida como um “prejuízo gigante para a população” e defendeu o fortalecimento da agência, com sede própria, mais estrutura e realização de concurso público.

Apesar das especulações sobre o encerramento das atividades, a ARM recebeu nesta quarta-feira (2) duas novas viaturas que serão utilizadas em ações de fiscalização, o que indica, ao menos por ora, a continuidade dos trabalhos da autarquia.

Novas viaturas foram entregues nesta quarta-feira (2) (Foto: Cedida ao Portal Via Goiás)

Papel da ARM

Segundo Torres, a ARM desempenha papel técnico essencial ao fiscalizar serviços de saneamento, transporte público e segurança hídrica. “Estamos falando de uma entidade que defende o povo. Extinguir a ARM é fechar os olhos para o transporte público, o saneamento e a segurança hídrica de Anápolis”, afirmou.

Durante sua gestão, a agência foi responsável por notificar empresas concessionárias como a Saneago e a URBAN em casos de falhas no serviço. “É ela quem cobra providências imediatas quando há esgoto vazando, água suja nas torneiras ou ônibus em más condições”, explicou.

A ARM está atualmente sob a presidência de Camila Cozac Leite. Para o ex-presidente, a agência é frequentemente mal compreendida por membros da administração municipal e do Legislativo. “A diferença entre o técnico e o amador é notória. Muitos não entendem nem o funcionamento básico do sistema de saneamento, e querem opinar sobre sua fiscalização”, criticou.

Robson Torres também relatou os impactos pessoais da sobrecarga de trabalho durante o período em que esteve à frente da ARM. “Eu estava adoecendo. Comecei a tomar remédios, procurei um psiquiatra. Meu telefone tocava 24 horas, inclusive nos fins de semana e feriados”, desabafou sobre o quanto a agência era procurada pela população.

O Via Goiás tentou contato com a assessoria jurídica da ARM para um posicionamento sobre as declarações do ex-presidente. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O pedido de nota enviado solicitava esclarecimentos sobre eventuais tratativas para o encerramento das atividades da agência, fundamentos legais para a medida e o posicionamento oficial da atual gestão diante da possibilidade de extinção.

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