Quinta, 02 de Julho de 2026
21°

Tempo limpo

Anápolis, GO

Anápolis Perda Salarial

Reajustes dos trabalhadores do transporte coletivo de Anápolis caem mais de 90% em quatro anos

Categoria denuncia desvalorização nos reajustes anuais e cobra resposta da Urban em audiência no TRT-GO para evitar retomada da greve

03/07/2025 às 08h42 Atualizada em 03/07/2025 às 10h47
Por: Victor Santos
Compartilhe:
 Trabalhadores do transporte coletivo de Anápolis acumulam perdas salariais e cobram recomposição de 20% (Foto: Victor Santos/ SITTRA)
Trabalhadores do transporte coletivo de Anápolis acumulam perdas salariais e cobram recomposição de 20% (Foto: Victor Santos/ SITTRA)

Os trabalhadores do transporte coletivo de Anápolis enfrentam uma desvalorização salarial expressiva nos últimos quatro anos, com queda superior a 90% nos percentuais de reajuste. Mesmo diante desse cenário, a categoria reivindica uma recomposição de 20%, valor inferior às perdas acumuladas. O impasse será debatido em audiência nesta sexta-feira (4), às 14h, no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO). Caso a empresa Urban Mobilidade Urbana não apresente uma contraproposta concreta, uma nova paralisação poderá ser iniciada a qualquer momento, segundo o SITTRA.

Dados do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Município de Anápolis (SITTRA) revelam que o reajuste aplicado no Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021 foi de 166,07%. No ciclo seguinte, caiu para 59,59%. Já em 2023/2024, o índice sofreu uma queda de -68,55%, e em 2024/2025 recuou novamente, com reajuste de apenas 3,34% — redução de -10,60% em relação ao ano anterior. O gráfico elaborado pela entidade evidencia o esvaziamento das negociações e a defasagem salarial da categoria.

Desde 2023, os percentuais de reajuste só caíram (Fonte: SITTRA)

 

A desvalorização salarial nos últimos quatro anos teve queda superior a 90% nos percentuais de reajuste (Fonte: SITTRA)

AVALIAÇÃO: Como você avalia a gestão do prefeito Márcio Corrêa nos primeiros 6 meses de governo em Anápolis 

A proposta dos trabalhadores inclui, além da recomposição de 20%, um reajuste imediato de 10%, aumento de 15% nos tíquetes de alimentação e desjejum, pagamento dos benefícios durante as férias, auxílio de R$ 200 para os que iniciam jornada antes do horário do transporte, adicional de 20% para motoristas que também atuam como cobradores e melhorias nos valores de troco e abono de férias.

O movimento se intensificou após a paralisação espontânea do dia 30 de junho. Na audiência preliminar realizada em 1º de julho, a desembargadora Iara Teixeira Rios suspendeu a sessão para que a empresa tivesse tempo de analisar a pauta enviada em maio. O sindicato afirma que, sem avanço na reunião desta sexta-feira, a categoria está pronta para cruzar os braços novamente.

A situação foi comunicada a órgãos como a Prefeitura de Anápolis, Câmara Municipal, Agência Reguladora Municipal (ARM), entidades empresariais e a Polícia Militar.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários