
A partir desta sexta-feira (11), aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que foram vítimas de descontos ilegais de mensalidades associativas poderão aderir ao acordo de ressarcimento firmado entre o governo federal e diversas instituições.
Homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o plano de restituição prevê o pagamento, em parcela única, dos valores indevidamente descontados entre março de 2020 e março de 2025, com correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O acordo é resultado da articulação entre o Ministério da Previdência Social, INSS, Advocacia-Geral da União (AGU), Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF) e Conselho Federal da OAB.
Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller, os primeiros pagamentos serão realizados no dia 24 de julho, com lotes diários de até 100 mil beneficiários, até que todos os casos sejam concluídos.
“É quase como pedir desculpas aos nossos aposentados e pensionistas, que foram roubados e fraudados. Estamos dispostos a fazer o pagamento de maneira rápida e integral”, afirmou.
Não será enviado link, e-mail ou mensagem por outros meios. O governo alerta que não será cobrado nenhum valor do segurado, e o pagamento será feito automaticamente na mesma conta bancária em que o benefício é depositado.
Atualmente, cerca de 1,86 milhão de segurados já estão aptos a aderir ao acordo, entre os aproximadamente 3,8 milhões que contestaram os descontos.
“Estamos preocupados com as pessoas mais sujeitas a fraudes e vamos dar tratamento diferenciado a esses três grupos”, destacou Waller.
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