A Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), entidade espiritualista brasileira que se apresenta como agente de equilíbrio climático global, anunciou na quarta-feira (10) a suspensão de sua “assistência climática” gratuita aos Estados Unidos. O gesto simbólico foi uma resposta à decisão do presidente norte-americano Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, com vigência a partir de 1º de agosto.
Segundo nota publicada nas redes sociais da fundação, a presidente Adelaide Scritori afirmou que, “com base no princípio da reciprocidade”, o auxílio espiritual será interrompido em regiões como Califórnia, Flórida, Nova Iorque, Chicago, o Meio-Oeste americano e outros estados. A fundação diz prestar assistência para minimizar catástrofes naturais como enchentes, secas e tempestades, sem custos aos beneficiários.
Criada por Ângelo Scritori — que morreu aos 104 anos, em 2002 — a Fundação Cacique Cobra Coral foi concebida para intervir em desequilíbrios causados pela ação humana na natureza. A missão teria sido transmitida espiritualmente: durante o nascimento de Adelaide, em uma noite de geada intensa no interior do Paraná, o espírito do Padre Cícero teria anunciado que a menina teria ligação com uma entidade poderosa, capaz de alterar fenômenos naturais.
Adelaide, que se diz médium, afirma manter contato com o Cacique Cobra Coral desde os sete anos. O espírito, segundo a fundação, é a reencarnação de figuras históricas como Galileu Galilei e Abraham Lincoln. A entidade declara atuar globalmente, com seguidores e colaboradores em diferentes países, sempre com o objetivo de evitar tragédias ambientais.
A FCCC já havia rompido relações com os Estados Unidos em 2017, quando Trump anunciou a retirada do país do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Na ocasião, também alegou rompimento espiritual em protesto.
Enquanto isso, o governo brasileiro reagiu oficialmente à tarifa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e prometeu retaliar com base na Lei da Reciprocidade Econômica. O Planalto também informou à embaixada dos EUA que devolveu formalmente a carta enviada por Trump.
O aumento tarifário poderá atingir em cheio setores estratégicos da economia brasileira, como a indústria siderúrgica e de alimentos. Exportadoras como a Embraer e empresas como a Frescatto, especializada em pescados, estão revendo suas estratégias logísticas diante do novo cenário.
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