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Polícia Do Motel à Delegacia

De elogio a denúncia: empresário chama travesti de “mais bonito que minha mulher” e registra BO em Anápolis

Empresário afirma ter sido vítima de agressão, ameaça e roubo após encontro em motel no bairro Calixtolândia; travesti apresenta versão oposta

09/08/2025 às 08h05 Atualizada em 09/08/2025 às 08h32
Por: Victor Santos
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Relatos divergentes marcam investigação de suposta agressão e roubo em motel (Foto: Reprodução)
Relatos divergentes marcam investigação de suposta agressão e roubo em motel (Foto: Reprodução)

Na madrugada desta sexta-feira (8), um empresário e dono de supermercado de Anápolis denunciou ter sido vítima de extorsão, agressão e possível intoxicação durante um encontro com travestis no bairro Calixtolândia. A versão, no entanto, é contestada por uma das pessoas envolvidas, que afirmou ao portal Anápolis Notícias que o cliente já sabia que se tratava de uma trans e agiu sob plena consciência.

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Segundo o relato do empresário à polícia, ele contratou os serviços de uma travesti que descreveu como “loiro, alto, bonito, top de linha, mais bonito que minha mulher”. Ele alegou que procurava inicialmente uma prostituta do sexo feminino, mas mudou de ideia ao se deparar com a pessoa. Durante o encontro, afirmou ter sido induzido a cheirar cocaína e, após o consumo, relatou sentir confusão mental e alucinações. Nesse estado, disse que foi cercado por outros travestis, agredido e teve R$ 1.800 e um iPhone levados. O celular foi devolvido posteriormente, mas o dinheiro não foi recuperado.

A versão da travesti

Em entrevista ao Anápolis Notícias, a travesti negou ter enganado o empresário e afirmou que ele a contatou por meio de um site especializado em anúncios de trans, sabendo da sua identidade e do papel sexual que desejava. Segundo ela, o cliente estava “bem alcoolizado” e “já drogado” quando ela chegou ao motel.

A profissional disse que combinou o valor adiantado, mas que o empresário postergou o pagamento por quase duas horas, insistindo para que ela também consumisse drogas, o que recusou. Ao receber o valor, relatou que ele a bloqueou rapidamente e tentou deixar o local sem quitar a dívida. Mais tarde, ela voltou para devolver o celular dele e ouviu ameaças de que seria denunciada.

“Ele tinha plena consciência que eu era trans. No site, é um site de trans, entendeu? Ele já sabia, queria que eu fosse ativa com ele, queria diversificar. Já sabia de tudo”, afirmou.

A Polícia Civil apura os dois relatos para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos, confirmar o consumo de drogas e determinar se houve extorsão, violência física ou retenção indevida de bens. Até o momento, não há registro de prisões.

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