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Consumo de drogas, sexo e insegurança marcam área ocupada perto de escola municipal em Anápolis

Denúncias envolvem riscos à segurança de crianças e moradores na Vila São Joaquim; prefeitura e PM foram acionadas após repercussão na imprensa local

20/08/2025 às 14h31
Por: Victor Santos
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Estrutura abandonada na Vila São Joaquim serve como abrigo improvisado há cerca de três meses (Foto: Cedida à Rádio São Francisco FM)
Estrutura abandonada na Vila São Joaquim serve como abrigo improvisado há cerca de três meses (Foto: Cedida à Rádio São Francisco FM)

Pelo menos oito pessoas em situação de rua estariam vivendo há cerca de três meses em um terreno abandonado localizado ao lado da Escola Municipal Maria Aparecida Gebrin, na Vila São Joaquim, em Anápolis. A situação foi denunciada por moradores e confirmada pela reportagem da Rádio 97,7 FM nesta quarta-feira (20).

Segundo relatos, o grupo ocupa a estrutura coberta de uma antiga lanchonete na Avenida Cachoeira Dourada, utilizando camas box, colchões e objetos diversos para se abrigar. A área é próxima também à Igreja Católica do bairro e ao Banco de Leite Humano Elaine Mirian de Oliveira.

 

Denúncias graves: drogas, sexo e abordagem a estudantes

Entre as principais queixas, moradores denunciam uso frequente de bebidas alcoólicas e drogas, além de relações sexuais em plena luz do dia, mesmo diante da movimentação escolar e religiosa da região. Há também relatos de perseguição e abordagem a estudantes, o que agrava a sensação de insegurança.

Uma professora, que preferiu não se identificar, relatou que alunos têm notado a presença constante do grupo. Em uma ocasião, uma criança comentou em sala: “Tia, tem quatro camas lá. É um nojo.”

A situação já teria sido comunicada a autoridades locais. Após a repercussão na imprensa, a Prefeitura Municipal de Anápolis solicitou imagens e informações detalhadas sobre o caso. Em nota, informou que o conteúdo foi encaminhado à secretária de Assistência e Políticas Sociais, Jordana de Faria Pena, responsável por avaliar as medidas cabíveis.

A expectativa agora é que o caso seja formalizado junto ao quartel da Polícia Militar, para que sejam tomadas providências quanto à segurança no entorno escolar e ao acolhimento adequado dos ocupantes do local.

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