Mentor Preso

Preso em Brasília, servidor exonerado da Alego é apontado como mentor de sequestro-relâmpago em Goiás

Josemar Alencar foi preso no Aeroporto de Brasília após ser interceptado com apoio da Interpol

03/07/2025 14h27 Atualizada há 11 meses
Por: Victor Santos
 Mentor do sequestro-relâmpago foi preso ao tentar fugir para os EUA; crime foi motivado por dívida milionária com empresário paulista (Foto: Reprodução)
Mentor do sequestro-relâmpago foi preso ao tentar fugir para os EUA; crime foi motivado por dívida milionária com empresário paulista (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de Goiás prendeu nesta quinta-feira (3), no Aeroporto Internacional de Brasília, Josemar Alencar Linhares de Oliveira, ex-assessor na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e suspeito de ser o mentor do sequestro-relâmpago de um empresário paulista ocorrido em Goiânia na última sexta-feira (27). O crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 1,5 milhão relacionada a um acordo comercial entre a vítima e o suspeito.

Segundo a investigação, Josemar e o empresário se conheceram em uma convenção em São Paulo, onde chegaram a tentar abrir juntos uma empresa de soluções financeiras. Apesar do insucesso, continuaram atuando em acordos com criptomoedas e bancos digitais. Em um desses negócios, Josemar teria sofrido prejuízos, o que o levou a arquitetar o sequestro como forma de pressionar o pagamento da suposta dívida.

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Para atrair a vítima a Goiânia, o suspeito marcou duas reuniões. Na segunda delas, ocorrida no dia do crime, ele enviou um representante para buscar o empresário no hotel. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o carro chega ao local, com as malas sendo colocadas no banco traseiro, enquanto o empresário entra como passageiro. No porta-malas, porém, estava escondido um segundo criminoso armado, que anunciou o assalto logo após a saída do hotel.

Imagem do momento em que o empresário entrou no carro dos sequestradores (Foto: Reprodução)

 

Durante o sequestro, a vítima foi ameaçada, agredida e forçada a fazer transferências. No entanto, conseguiu transferir apenas R$ 6.813,28. Em seguida, foi abandonada em uma estrada de terra na GO-147, onde foi socorrida por um caminhoneiro.

A Polícia Militar localizou os suspeitos em uma zona rural de Catalão. Houve confronto e dois dos três executores foram baleados e morreram. O terceiro conseguiu fugir e continua foragido. Com o grupo, a PM encontrou armas de fogo e um terno, supostamente usado no dia do crime.

Após o crime, Josemar tentou fugir do país. Ele chegou a postar nas redes sociais uma foto no Aeroporto Internacional de Brasília, informando que estava a caminho dos Estados Unidos. A Polícia Civil, com apoio da Polícia Federal e da Interpol, interceptou o suspeito já em solo americano, em Miami, e conseguiu seu retorno imediato ao Brasil.

Assim que desembarcou em Brasília nesta quinta-feira, Josemar foi preso preventivamente por agentes do Grupo Antissequestro (GAS) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio da Polícia Federal.

Nas redes sociais, Josemar se apresentava como “assessor parlamentar”, “poliglota” e especialista em articulação política. Ele também ocupava um cargo na Diretoria de Comunicação Digital da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), de onde foi exonerado ainda na sexta-feira (27), assim que a Polícia Legislativa foi informada da sua ligação com o crime.

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